Ontem eu estava mais uma vez conversando com a Gisele e, como já disse anteriormente, ela disse que o relato que fiz sobre o Walme ficou um tanto agressivo. Acredito que ela tenha achado ofensivo até, apesar de não tê-lo verbalizado.
Depois que li “Devaneios”, ela disse ter gostado, mas que também estava carregado demais, isto é, triste demais.
Então eu fiquei pensando: será que peguei pesado na menção que fiz sobre o Walme? E quanto aos meus “Devaneios”, estou eu pesando demais a caneta na hora de escrevê-los?
Passado um tempo, me questionando, norteei meus pensamentos para o que de fato tem importância: não escrevo num diário a fim de tecer elogios às pessoas (se assim quero, faço depoimentos). Também não o escrevo com a pretensão de que alguém o veja e diga: “Nossa, como você escreve bem!”. Menos ainda, tenho a intenção de denegrir a imagem de alguém ou, simplesmente, descer o “chumbo grosso” nas pessoas.
Eu escrevo nesse diário como forma de extravasar as minhas emoções. Unicamente isso! Se o mantenho efetivo é para desabafar meus medos, minhas angústias, meus sonhos e aventuras. Nele eu destilo minhas inquietações, meus desassossegos... Nada mais!
Não sou uma pessoa dissimulada; Portanto, não me permito dissimular numa coisa que diz respeito tão somente a mim. Ainda que faça menção a outras pessoas, trata-se da minha visão sobre cada uma delas.
Eu não abro mão de obter absoluta transparência em cada palavra que eu vier a escolher para expressar sentimentos tão sinceros, nesse diário.
Não farei questão de ser gentil quando não for este o sentimento presente. Não ligarei se meu texto se mostrar sorumbático desde que tenha sido esta a sensação que me governava.
Certa vez, eu disse que a falsidade era uma coisa que eu simplesmente menosprezava e, faço questão de dizer que, eu ainda compartilho dessa idéia. Carpe Diem!
Teve que se explicar pelos relatos anteriores? Sei lá, é complicado falar dos outros, já enfrentei muito isso, agora sigo sempre o direito de expressão junto com o direito do outro se expressar contra mim caso não tenha gostado do que falei dele... A vida, não pare de escrever, continue e se assim quiser sua cabeça falar mau, então faça.
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