Minha mente insiste, obstinadamente, em reter uma confusão que tapa os meus olhos e cega meu coração. Com ela, as palavras me faltam. Minhas mãos não me obedecem. E a criatividade se torna parca. Temo-a tanto, pois sei que a culpa de minha improdutividade intelectual e, muitas vezes, pessoal decorre de sua inconveniente presença.
Sofro ao pensar que jamais serei quem realmente gostaria que fosse. Temo muito uma auto e descabida inoperância. Dessa forma, exilo-me num quarto escuro predisposto refletir sobre mim. Nisso, torno-me refém de mim mesmo. Aniquilo-me. No porão, nem mesmo a companhia dos roedores eu tenho. Não que não os quisesse envolto de mim, todavia também eles me colocam em ostracismo.
Ainda que grande seja a minha dor, eu jamais a dividirei com os poucos amigos que a vida me dera. Pois, apesar de estar ciente do vultoso fardo porque me rastejo a carregar não é leve, sei que estes são merecedores de dor alguma.
Tudo é nossa culpa, os outros não nos afetam se não deixamos isso acontecer, o tempo somos nós que fazemos...se não aguentamos, mudamos, não culpe ninguem por seus erros, por suas falhas e fraquezas...é um bom exercicio de auto conhecimento admitir que é falivel.
ResponderExcluirabraços my amigo