Dez meses de empresa parece muito pouco para comemorar, é verdade. Mas é verdade também que quando a gente faz o que gosta, o que sente prazer, cada dia é tempo de satisfação e orgulho. Infelizmente não é o que vejo em alguns colegas de trabalho.
Muito pelo contrário, exibicionismos ocorrentes de insatisfação – tanto com a empresa quanto com o trabalho –, e críticas escabrosas que escandalizam e evidenciam desrespeito para com a empresa, fazem parte de nosso cenário cotidiano.
Esperar que todos gostem do exercício de suas funções, pode até ser pedir demais. Mas exigir profissionalismo de todos, ainda assim, certamente não é. Afinal de conta, até o maior amante de sua profissão, com certeza há de executar determinada tarefa da qual não o agrada em demasia. Mesmo assim tem de mostrar a mesma eficiência e dar o máximo de si. Também não consigo perceber, nos mesmos colegas, tais formas de pensar.
O mais intrigante de tudo isso é que vocês, Supervisores, parecem fechar os olhos para tudo que veem. "Beatriz" liga para a "Bruna", questiona a escala, e pede alteração da mesma. O que mostra, a meu ver, ausência de comprometimento e insubordinação.
Fico me questionando, também, como pode uma pessoa com um atendimento totalmente precário e arrogante, como o seu, receber um elogio chamando atenção para a destreza (que não possui) e educação e simpatia (que a maioria desconhece). O único que deve notar jeito afável, rapidez e cordialidade no seu atendimento, deve ser realmente o Segurança, autor do elogio.
E ainda, como se não bastasse seu jeitinho especial todo [In]delicado de recepcionar os clientes, ainda os convida a prender sua atenção no entusiástico diálogo que diariamente tem ao telefone celular, dentro da cabine.
Nunca disposta a ajudar. Sempre movida e embalada pela inércia.
Entretanto, de todos os males supracitados, o que realmente acho o fim da picada é de como sua pessoa se predispõe a verberar, a flagelar a empresa da qual faz parte, de onde, inclusive, provém seu sustento.
Não veste a camisa! Não defende e nem ao menos se mostra imparcial. Pelo contrário, é parcial, favorável à crítica que detona e que macula a própria empresa.
Sempre dirigente de marcha indecorosa, protesta: “Isso é um absurdo!”, “Não quer me dar folga? Então eu não venho, falto mesmo!”.
Basta dividir o mesmo ambiente de trabalho e com certeza verá nos teus olhos a patente insatisfação com seus afazeres diários. Verá uma pessoa sempre de mal com a vida, não vendo a hora de ir embora e reclamando de tudo. Notará que seu débito com a empresa é tão presente e trivial que ela mesma pouco cogita a possibilidade de ascensão profissional e reconhecimento pelo trabalho (bem realizado?).
É importante que vocês saibam que, se me coloco a fazer tais relatos, é simplesmente por estar estafado de ouvir tantas críticas perniciosas e inconvenientes.
Quando a gente se predispõe a ser um profissional de verdade, é obrigação nossa, jamais permitir e ser conivente com tais formas.
Faço parte da empresa. Portanto, visto a camisa. E não quero meu nome, junto ao da empresa, imerso na lama da desonra. Quando não mais estiver satisfeito, com muita dignidade, eu peço para sair. E acredito que todos deveriam fazer o mesmo!
04/09/2009.
Obrigado!
Nossa quanta babação de ovo, ei filhote que empresa voce trabalha?
ResponderExcluirSe me disser que também és um reles arrecadador de pedágio só tenho uma coisa a te dizer se mata, ou vai fundo continua grudadinho no saco que voce acho quem sabe assim cresce dentro da "empresa", porque se tiver a capacidade de trabalho igual ao ego que voce tem, e se achar ao ponto de ser melhor que os outros, se sentir ofendido por quem nem esta ligando pra você é simplesmente DEPRIMENTE, tenso tenso. o povo que não tem a menor noção viu. Bjonabunda fuiz, quer saber quem sou passa na praça 1 qualquer dia. Como ja disse você é deprimente ashduashduahsuda
Pego leve porque sou teu colega. Guri...sei sim que temos que agradecer muita coisa pela empresa, afinal, somos pagos e tudo mais... porém, é a empresa que mais precisa de seus funcionarios, mais ela precisa de nós que nós dela...é uma troca, ambos ganham, não importando quem explora quem se é que alguem explora alguem. É natural que existam funcionarios que não vestem a camisa, isso é do ser humano, cada um tem sua vida e seus motivos, alheios da empresa. É quase impossivel separar pessoal de profissional, porque tudo é pessoal, afinal, quem trabalha é a pessoa, isso diz tudo. Sinto neste discurso longo, com a maior boa fé, algo como uma cabeça que recebeu lavagem cerebral para defender a todo custo o mundo capitalista em que vivemos, mas acredito que voce mereceu sim subir de cargo, afinal, se eu fosse dono da empresa tambem subiria qualquer um que não tivesse idéias proprias e que não batesse de frente comigo, quereria funcionarios insensiveis que me fizessem enriquecer...cada ume scolhe um lado, e vc escolheu o lado mais facil, o de se fundir ao sistema, infelizmente isso acontece com muitos homens, e estes são os que nós, alguns artistas ou rebeldes, nascemos para combater. abraços e qualquer coisa estamos por aqui, te adoro guri.
ResponderExcluirOlá Fabrício!
ResponderExcluirEu tenho plena consciência do quanto ganha a CCR em cima de nós funcionários. Sei também que é reles e muito injusto o valor do salário que ela paga aos mesmos funcionários. Inclusive eu. Apesar de estar ganhando melhor, ainda acho muito pouco em vista do serviço presto. Mas não acho que bater de frente vai ajudar. Ficar faltando ou falando mal, menos ainda.
Eu sou uma pessoa cheia de ambições. Apesar de achar uma boa empresa, não pense você que por isso vou viver a minha vida lá dentro. Quer saber, sou tão frio quanto eles: enquanto o salário que eles me pagam estiver dando para sanar minhas necessidades, permanecerei por lá. Agora, quando já não mais me satisfizer a tarefa e/ou salário ou de repente encontrar um serviço melhor, sem dor na consciência eu saiu de lá.
Eu me defino como sendo um bom funcionário. E não um puxa saco (como, aliás, pensa o seu amigo) ou um funcionário bitolado que estacionou sua a vida ou se entregou ao sistema.