terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sobre o autor (na íntegra)

Eu sou um excêntrico apaixonado. Apaixonado contumaz pela literatura e pela arte de escrever. Pela musicalidade dos pássaros e pelo bater pulsante e descompassado do coração dos enamorados.
Sou alguém que dá gargalhadas ao ler Luis Fernando Verissimo; que se identifica com a ‘incomunicabilidade’ de Lya Luft; e que observa constantemente o comportamento das pessoas, não julgando, mas interpretando de forma racional e judiciosa.
Alguém que encontra consolo na singeleza de uma caminha matutina ou nas frias páginas de um bom livro, onde, aliás, “nos projetamos para compensar nossas limitações físicas e psicológicas” ou tapar as lacunas de nossas inquietações diversas. Alguém que encontra nas palavras a resposta para os seus anseios e suas incertezas. Ou que, gozando de inocência, às vezes abre mão de um pensamento próprio para ceder a uma única palavra a possibilidade de retribuir com a miséria. Que discrimina assumidamente idéias preconcebidas e pensamentos arcaicos.
Eu sou aquele que procura na imensidão das pessoas só o que há de bom e sensato; não procuro miséria humana nem frivolidade, mas, ainda assim, há quem queira ostentá-las.

Procuro amizade sincera e paixão verdadeira.

Sou cúmplice da honestidade e inimigo figadal da mentira e da desfaçatez.

Algumas pessoas entraram na minha vida e saíram de forma fugaz. Da mesma forma não foram as tristezas que as mesmas trouxeram. Tristezas que, aliás, insistiram em permanecer longo tempo, trazendo dor, sofrimento e, é claro, muita decepção e mágoa. Foi o caso, por exemplo, de uma persona non grata, que atende pelo nome de Diana, que “à noite me afaga os cabelos e de dia me destrói a alma pura e doce” (excerto de carta escrita às vésperas de minha rescisão contratual).

Eu sou o silêncio e o escuro. O vazio de uma noite sem fim.

Sou amigo da morte, companheiro da solidão... E filho da VIDA.

A Giuli a Pitchuca são duas Poodles que temos em casa. Adoro as duas. Com a Giuli, eu brigo como pai, sou cúmplice como um amigo, e feliz como um dono de cachorro jamais foi, querido e amado.

“A coisa mais linda que me aconteceu nesses últimos tempos foi a chegada da pequena Giuli, em minha vida. Sua alegria contagiante e seu ‘rostinho’ de menina peralta, misturados com sua singela e despretensiosa agressividade canina, têm o poder de me colocar abobado”.

Eu estou consciente das minhas fraquezas... dos meus medos.
Sei também o que aflige os meus amigos; suas tormentas.
Sei de suas fragilidades, assim como bem sei das minhas.

Amizade pura e verdadeira é algo que prezo demais; quem me conhece, sabe bem disso. E sendo assim, ressalto duas delas aqui:

Jennis:
“(...) Passamos juntos momentos memoráveis, altas risadas e diálogos marcantes, e que certamente jamais esqueceremos. É verdade também que por um motivo ou por outro nos desentendemos algumas poucas vezes ou nos perdemos em caminhos onde a vida não queria que nos encontrássemos (...)”.

Gisele:
“Reconfortantes são os momentos que nos falamos. Em nossas conversas, você me cede o poder de te dar conselhos, me ensina a te mostrar o caminho, te guiar, me confere a inestimável sensação de ser sapiente (...).

Sou aquela pessoa que esconde, atrás de sua fragilidade de menino meigo, a destreza do guerreiro que usa a sensatez como arsenal, a palavra como munição, e não torpeza, hostilidade e truculência, a seu favor. Aquele que gosta do sossego e que cultiva a excentricidade de quem admira o silêncio. Que é dono legítimo de suas contradições e convicções. De suas incompletudes. Suas circunstâncias. Dono de seus desamores, dissabores... Enfim.
Diante disso, quero deixar claro que tudo o que escrevi aqui é uma definição parva do que realmente sou. Pois, tão difícil quanto definir um sentimento, é definir de cabo a rabo as características de uma pessoa. Vícios e virtudes, imperfeições e predileções, desvantagens...
Portanto – assim como eu – este texto não passa de uma gota d’água na vastidão dos oceanos ou um “grãozinho de areia na imensidão do universo”...

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